Os dez presos na operação que investiga casos de tortura dentro da sede da Bamor, torcida organizada do Bahia, em Salvador, seguem presos. Entre eles estão o presidente e o vice-presidente da torcida, além de integrantes da diretoria e um soldado da Polícia Militar. A operação foi realizada na segunda-feira (28) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), com apoio das forças de segurança.

Foram cumpridos dez mandados de prisão e 15 de busca e apreensão. Segundo o MP-BA, pelo menos duas pessoas foram submetidas a agressões físicas e psicológicas dentro da sede da torcida, em julho deste ano. As vítimas teriam sido pressionadas a confessar supostas irregularidades.

As investigações apontam que as agressões duraram horas e incluíram espancamentos, ameaças, simulação de afogamento, sufocamento e uso de objetos como tacos de beisebol e martelo. A investigação também apura suspeitas de roubo, extorsão, ameaça e associação criminosa. Quem são os presos Matheus Pires Castro: presidente da torcida organizada; Luciano da Silva Venâncio: vice-presidente; Gabriel Pereira Silva, conhecido como Bolinha: diretor-geral da Bamor.

Ricardo Henrique Almeida da Silva, conhecido como Kakaroto: diretor de marketing da torcida. Ivã Cleiton de Jesus Santos: diretor de bateria da Bamor. Luiz Wagner da Silva Santana, conhecido como Waguinho: diretor de sede da torcida.

Daniel Sena Duarte, conhecido como Facada: diretor de sede da Bamor. Diego Allan Conceição Sacramento, conhecido como Pitombo: diretor de patrimônio da torcida. Alan Rafael Regis Alves de Aquino: integrante da Bamor.

Fernando Santana Esquivel: soldado da Polícia Militar e também integrante da Bamor. Segundo o Ministério Público, todos os dez presos são investigados por possível participação nos episódios de violência. A promotora Thelma Leal afirmou que os relatos das vítimas indicam que todos os presos participaram das agressões, em maior ou menor proporção.

Relembre o caso A investigação começou após denúncias de que duas pessoas teriam sido torturadas dentro da sede da Bamor, em Salvador, em julho. Segundo o Ministério Público, uma das vítimas foi chamada ao local para prestar esclarecimentos sobre um suposto desfalque. Ela teria sido submetida a sessões de violência depois de negar participação na irregularidade.

Em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia, uma das vítimas, que preferiu não revelar a identidade por medo de represálias, afirmou que ficou cerca de quatro horas sob agressões. Segundo o relato, ela foi atingida com pauladas e taco de beisebol e sofreu tentativas de agressão nas orelhas e nos dedos com alicates. Também relatou episódios de afogamento com pano na boca e água.

A vítima afirmou ainda que os suspeitos exigiram sua senha bancária. Depois disso, segundo ela, os responsáveis acessaram uma de suas contas e transferiram cerca de R$ 5,8 mil para uma conta da associação. A promotora Thelma Leal afirmou que, no caso da segunda vítima, o celular teria sido levado durante as agressões e transferências bancárias teriam sido feitas para outras pessoas.

Segundo ela, essa situação é investigada como possível crime de extorsão. Sede da torcida foi fechada A sede da Bamor foi fechada durante a operação porque, segundo o Ministério Público, foi no local que os episódios de violência teriam acontecido. A promotora Thelma Leal ressaltou, no entanto, que a Bamor, enquanto associação, não é investigada neste caso.

Segundo ela, existe outra investigação envolvendo a entidade no Ministério Público. A promotora também afirmou que o MP-BA trabalha na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para estabelecer medidas relacionadas à atuação da torcida. O caso segue em investigação.

### Ivã Cleiton de Jesus Santos É o **diretor de bateria** da Bamor. ### Luiz Wagner da Silva Santana, conhecido como Waguinho É o **diretor de sede** da torcida. ### Daniel Sena Duarte, conhecido como Facada Também é **diretor de sede** da Bamor.

### Diego Allan Conceição Sacramento, conhecido como Pitombo É o **diretor de patrimônio** da torcida. ### Alan Rafael Regis Alves de Aquino É **integrante da Bamor**. ### Fernando Santana Esquivel É **soldado da Polícia Militar** e também integrante da Bamor.

Segundo o Ministério Público, todos os dez presos são investigados por possível participação nos episódios de violência. A promotora Thelma Leal afirmou que os relatos das vítimas indicam que todos os presos participaram das agressões, em maior ou menor proporção. ## Relembre o caso A investigação começou após denúncias de que duas pessoas teriam sido torturadas dentro da sede da Bamor, em Salvador, em julho.

Segundo o Ministério Público, uma das vítimas foi chamada ao local para prestar esclarecimentos sobre um suposto desfalque. Ela teria sido submetida a sessões de violência depois de negar participação na irregularidade. Em entrevista ao Bahia Meio Dia, da TV Bahia, uma das vítimas, que preferiu não revelar a identidade por medo de represálias, afirmou que ficou cerca de quatro horas sob agressões.

Segundo o relato, ela foi atingida com pauladas e taco de beisebol e sofreu tentativas de agressão nas orelhas e nos dedos com alicates. Também relatou episódios de afogamento com pano na boca e água. A vítima afirmou ainda que os suspeitos exigiram sua senha bancária.

Depois disso, segundo ela, os responsáveis acessaram uma de suas contas e transferiram cerca de **R$ 5,8 mil para uma conta da associação**. A promotora Thelma Leal afirmou que, no caso da segunda vítima, o celular teria sido levado durante as agressões e transferências bancárias teriam sido feitas para outras pessoas. Segundo ela, essa situação é investigada como possível crime de extorsão.

## Sede da torcida foi fechada A sede da Bamor foi fechada durante a operação porque, segundo o Ministério Público, foi no local que os episódios de violência teriam acontecido. A promotora Thelma Leal ressaltou, no entanto, que **a Bamor, enquanto associação, não é investigada neste caso**. Segundo ela, existe outra investigação envolvendo a entidade no Ministério Público.

A promotora também afirmou que o MP-BA trabalha na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para estabelecer medidas relacionadas à atuação da torcida. O caso segue em investigação.