Grito dos Excluídos reúne feira, debates e atividades culturais no INPA, em Manaus. Reprodução/Rede Amazônica A 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas reúne, nesta segunda-feira (7), feira, debates, atividades culturais e manifestações sociais no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus. A programação começou pela manhã e segue até as 17h.
Realizado pela Arquidiocese de Manaus, por meio das Pastorais Sociais, o evento tem como tema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia - Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A proposta é dar visibilidade às demandas da população em situação de vulnerabilidade e promover discussões sobre direitos humanos, moradia, proteção do meio ambiente, soberania, paz e enfrentamento à violência contra as mulheres.
📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Durante o evento, o público pode visitar a Feira da Economia Popular, que reúne estandes com artesanato, comidas e produtos regionais, além de conhecer projetos e ações desenvolvidos por pastorais, movimentos, coletivos e organizações sociais. Agora no g1 Debates A programação também conta com tendas temáticas, onde são realizadas rodas de conversa e debates sobre assuntos relacionados à realidade da população.
Entre os temas estão: Moradia e direito à cidade; Mulheres e seus direitos; Meio ambiente e defesa da Casa Comum; Lutadores e lutadoras do povo. Um dos momentos de debate abordou a violência contra as mulheres e os casos de feminicídio. Entre as participantes estava a mãe de Camila Vitória Fritz, jovem de 27 anos que foi vítima de feminicídio.
Segundo a família, o caso ocorreu há quase três anos e ainda há cobrança por uma resposta da Justiça. Durante a conversa, ela destacou que espaços como o Grito dos Excluídos ajudam a dar visibilidade a situações de violência que muitas vezes permanecem dentro de casa. “Violência é a partir de falas, de gritos, de baixo calões.
Isso também é violência. A partir também da falta de alimentação em sua casa, isso também é violência”, afirmou. Para a coordenadora das Pastorais Sociais da Arquidiocese de Manaus, Guadalupe Pérez, a feira também é uma oportunidade para apresentar à população o trabalho desenvolvido pelos movimentos e pastorais.
“O objetivo dessa mostra, dessa convivência, é mostrar para as pessoas o que fazem as pastorais sociais, os movimentos, os nossos organismos”, explicou. Grito dos Excluídos reúne feira, debates e atividades culturais no INPA, em Manaus. Reprodução/Rede Amazônica Cultura e encerramento Além dos debates, o espaço também recebe apresentações artísticas, manifestações culturais e atividades voltadas à expressão das lutas e resistências populares.
A programação termina com uma Missa Amazônica. Em seguida, os participantes fazem uma caminhada do INPA em direção à região da Bola do Coroado, onde será realizado o ato público de encerramento. O momento deve reunir manifestações em defesa das pautas apresentadas ao longo do dia e celebrar a organização popular.
